Assistência concede maior especificidade à assistência, reduzindo a morbidade neonatal
Portaria publicada recentemente no Diário Oficial da União renova a habilitação para que a Santa Casa de Piracicaba continue atuando como instituição de “Referência Hospitalar na Atenção à Saúde em Gestação de Alto Risco”.
Entre outras atribuições, a Portaria institui as diretrizes para organização e definição dos critérios para implantação e habilitação dos serviços de referência à Atenção à Saúde na Gestação de Alto Risco, com base na Portaria nº 1.459, de 2011, que institui a Rede Cegonha no âmbito do Sistema Único de Saúde.
O médico Evandro Adriani Pessotti (CRM 79.980), ginecologista responsável pelo pré-natal de alto risco na Santa Casa, lembra que o Hospital está habilitado e atua com base nestes preceitos desde 2004. “Foi quando passamos a ser referência regional em gestação de alto risco, com o compromisso de atender a uma demanda crescente, proveniente da rede pública de saúde de Piracicaba e região”, disse.
Segundo ele, a Santa Casa mantém uma média mensal de 150 partos; deste total, pelo menos 9% são de alto risco. “São casos em que a mãe e/ou o feto apresentam chances de adoecer ou ir a óbito devido a síndromes hipertensivas e hemorrágicas, alterações do crescimento fetal e na duração da gravidez, gestação múltipla, incompatibilidade sanguínea, doenças infecciosas, hemoglobinopatias, doenças endocrinometabólicas e cardiopatias”, esclarece.
Ele explica que o recredenciamento da Santa Casa só foi possível devido à manutenção de protocolos estabelecidos em conjunto com a rede municipal de saúde para a efetivação de ações que garantam tratamento diferenciado e específico à gestante de alto risco assim que ela chega no Hospital. “O processo de assistência estabelecido deu maior velocidade ao atendimento e ao diagnóstico para tratamento imediato da patologia e acompanhamento desta gestante durante todo o pré-natal até o momento do parto e também no pós-parto”, diz Pessotti.
Ele revela que, para isso, a Santa Casa instituiu uma dinâmica de avaliação bastante criteriosa das situações de risco, a fim de identificar e atuar prontamente na assistência de acordo com o quadro clínico da gestante, evitando desfecho desfavorável à mãe e ao bebê. “Antes, as próprias unidades básicas de saúde promoviam este tipo de acompanhamento, processo que agora conta com a retaguarda da Santa Casa para oferecer assistência especializada em complemento àquela ofertada pela rede pública”, revela Pessotti.
Ele explica que a diferença no atendimento deve-se, sobretudo, à estrutura física do Hospital, que dispõe de tecnologia de ponta para manter centro obstétrico especializado em parto de alto risco, UTI Neonatal, UTI Pediátrica e UTI adulto para a mãe, com equipe multiprofissional altamente especializada composta de médicos obstetras, anestesiologistas, pediatras e neonatologistas e equipe de enfermagem qualificada para assistência integral à gestante, à puérpera e ao recém-nascido.
Dinâmica de atendimento reduz mortalidade neonatal
A enfermeira obstetra Patrícia Cazzonatto, coordenadora de Enfermagem da Maternidade da Santa Casa de Piracicaba, garante que a dinâmica de atendimento às gestantes de alto risco na Instituição tem contribuído para reduzir sensivelmente a morbidade infantil.
Segundo ela, em 2004, Piracicaba registrou 14,9 óbitos a cada mil crianças nascidas na cidade. Em 2005, quando a Prefeitura instituiu o Pacto de Mortalidade Materno Infantil do Município com apoio da Santa Casa, este coeficiente foi de 11,3 e, em 2014, de 11,1.
Em sua avaliação, o resultado revela a importância e eficiência da estratégia estabelecida entre Santa Casa e Município com vistas à redução da morbidade materno-infantil. ”A meta, entretanto, é fazer com que este índice seja reduzido de dois para um dígito”, diz.
O médico do Núcleo Municipal de Apoio ao Pacto pela Redução da Mortalidade Materno Infantil, Rogério Tuon (CRM 67.522), informa que nos últimos anos houve um fortalecimento da parceira entre Santa Casa e secretaria municipal de Saúde, com apoio incondicional do secretário Pedro Mello que, segundo ele, não tem medido esforços na implantação de testes diagnósticos, educação permanente e protocolos clínicos em toda a rede de atenção. “Isso refletiu na maior qualidade do pré-natal e maior controle dos casos de risco, sempre mais complexos”, considera Tuon.
Fonte: Assessoria de Imprensa Santa Casa de Piracicaba