BA: Solidariedade nos novos tempos

Chegamos a janeiro de 2017 encerrando um ciclo de muitos desafios para o Brasil e, em especial, para o setor de saúde. Em 2016 enfrentamos um cenário de instabilidade econômica e testemunhamos questões políticas refletirem diretamente na qualidade de vida da população brasileira.

Além do grande número de doenças e epidemias registradas, como o surto de Zyca Vírus, Chikungunya, Dengue, Microcefalia e Cachumba, que superlotaram as emergências, a saúde também sofre com a crise econômica. Apenas no primeiro semestre de 2016, quase um milhão de pessoas perderam seus planos de saúde. E os números referentes aos últimos seis meses do ano também são preocupantes: até o fim de dezembro a estimativa é de que mais de 200 mil beneficiários também se incorporaram a esse contingente de desamparados. Isso sem falar nas condições atuais de repasse dos atendimentos do Sistema Único de Saúde – o SUS – muito abaixo dos custos que os hospitais praticam.

No entanto, considero que este cenário possa melhorar por conta da perspectiva de retomada de crescimento da economia, mesmo ainda lento, e também porque as pessoas e as empresas estão buscando alternativas para lidar com a crise. Neste sentido, algumas mudanças já estão sendo notadas. Há um maior grau de consciência de economia solidária e criativa, que se reflete em novas formas de empreendedorismo e em importantes iniciativas de cunho social. Iniciativas estas que precisam ser apoiadas e abarcadas por instituições que tenham respaldo da sociedade e que possam fornecer conhecimento e mais possibilidades de acesso.

Nunca foi tão importante continuar, e até aumentar, os investimentos em educação e formação profissional, principalmente para a população mais carente do estado. Precisamos ser um povo com senso crítico apurado e capaz de tomar decisões importantes para o futuro do nosso país. E é a educação que vai nos fornecer as ferramentas necessárias para isso.

Esse cenário reforça a missão da Santa Casa da Bahia na realização do seu trabalho social e filantrópico através dos Centros de Educação Infantil, dos cursos profissionalizantes, do acolhimento oferecido nas casas de apoio e da assistência à saúde, honrando o compromisso com a população de oferecer, não apenas possibilidades reais de transformação social, mas também o contato humano, a empatia e a solidariedade.

2017 ainda será um ano de grandes desafios, mas trilharemos juntos esse percurso, investindo em gestão, humanização do atendimento, capacitações e em infraestrutura para continuar oferecendo o melhor serviço em saúde e as melhores oportunidades em ações sociais. Seguiremos perto das famílias baianas, acreditando nas boas perspectivas que o novo ano nos reserva.

Roberto Sá Menezes é Provedor da Santa Casa da Bahia, membro do Conselho Consultivo da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), fundador e presidente do GACC-BA (Grupo de Apoio à Criança com Câncer da Bahia) e membro do Conselho Fiscal da Associação Obras Sociais Irmã Dulce (AOSID).

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