Aumento na tabela SUS sem previsão

Joanice de Deus

O Ministério da Saúde (MS) não tem previsão de reajuste da tabela dos procedimentos pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi dada na semana passada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante visita a algumas obras e unidades de saúde, localizadas em Cuiabá e Várzea Grande. A revisão é uma reivindicação de representantes das Santas Casas e hospitais filantrópicos de todo país, incluindo, Mato Grosso.

“Não há previsão de revisão da tabela do SUS. Nós pensamos em um novo modelo de financiamento que se dará a partir da informatização total do sistema de saúde. Portanto, estou pedindo aos prefeitos que informatize todas as unidades de saúde e informe ao Ministério”, disse.

Segundo o ministro, esta é a primeira ação para que o órgão federal possa remodelar o sistema de financiamento. “Estou aguardando que cada prefeito encaminhe a necessidade que tem de computador, de conectividade e qualificação de pessoal para que possamos autorizar esse apoio”, afiançou. “O Ministério da Saúde dará apoio aos municípios e vinculará os repasses de recursos”, acrescentou. Não prazo que a mudança ocorra.

No Estado, os atendimentos pelo SUS correspondem a 80% do funcionamento das unidades filantrópicas, que garantem que os valores pagos hoje têm inviabilizado o setor. Em novembro do ano passado, as cinco maiores unidades chegaram a suspender novos atendimentos por mais de 15 dias.

À época, o movimento atingiu a Santa Casa, Santa Helena, Hospital Geral Universitário (HGU), Hospital do Câncer, os quatro localizados em Cuiabá, e a Santa Casa de Rondonópolis (250 quilômetros ao Sul da capital). Juntos, esses hospitais contabilizam um déficit da ordem de R$ 3,5 milhões.

“A tabela é deficitária e insuficiente. São 10 anos sem atualização, sem reajuste”, informou a presidente da Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas de Mato Grosso (FEHOS/MT) Maria Elisabeth Meurer Alves.

Conforme Maria Elisabeth, a tabela vigente vem sofrendo uma desatualização ao longo dos anos. Ou seja, ela não responde mais às necessidades dos hospitais e dos prestadores de serviço. Um exemplo citado por ela é o valor de uma consulta médica que não sai por mais de R$ 10,00 schweizer-apotheke.de. “A gente precisa de reajuste em todos os procedimentos”, reforçou. Além disso, falta a incorporação de novos procedimentos e de novas tecnologias.

Para que continuem a prestar os serviços, o Governo do Estado sinalizou com um aporte de R$ 2,5 milhões para os cinco maiores hospitais do Estado já a partir deste mês de janeiro. A primeira parcela está prevista para sair agora em fevereiro próximo.

Fonte: Diário de Cuiabá (MT)

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