No Piauí, o relacionamento com os novos gestores municipais, segundo o presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Piauí (Femipi), Jorge Ivan Teles, é tranquilo e reconhece o trabalho das entidades. No entanto, faltam políticas adequadas para valorizar e usar a rede filantrópica disponível no Estado. “O maior problema ainda é a baixa remuneração dos serviços prestados. A demanda é muito grande, mas os gestores não conseguem contratar os serviços de maneira adequada”, afirma.
A Femipi tem participado de discussões em âmbito nacional, como em relação à Reforma da Previdência. Juntamente com a CMB, a Federação buscou o apoio dos parlamentares federais do Piauí, explicando o impacto que a proposta de acabar com a isenção fiscal das entidades filantrópicas poderia ter sobre o atendimento de Saúde, além de conceder diversas entrevistas sobre a questão. Na semana passada, o relator da Reforma deixou de lado a proposta de acabar com a isenção e manteve a filantropia das entidades, o que foi comemorado não apenas pela CMB, mas por todas suas Federações. “Temos feito um trabalho junto aos nosso parlamentares e acreditamos que estamos contribuindo com esses resultados”, alega Jorge Ivan.
Com a expectativa de trazer uma caravana para o 27º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos em agosto, Jorge Ivan ressalta a importância da participação no evento. “Queremos aproveitar a oportunidade não apenas para aprender, mas também para contribuir com as discussões que estão previstas pelo evento: contratualização, emendas parlamentares e o impacto das Reformas propostas pelo governo, entre outros”, ressalta.
Fonte: 27º Congresso da CMB