Novo modelo de remuneração em saúde deve focar em experiência do paciente, defende Francisco Balestrin

Presidente da associação dos hospitais privados destaca aumento do preço na assistência no país

RIO – O Brasil precisa discutir a transição para um novo modelo de remuneração na área de saúde, que seja focado na experiência do cliente, defende Francisco Balestrin, presidente da Associação Nacional de Hospitais Particulares (Anahp). — O foco precisa estar em valor de saúde, mensurar a experiência do cliente e a forma como o desfecho de seu tratamento afeta sua vida. O modelo de remuneração no setor é uma variável importante para o custo da saúde, mas não é a única. Preço da saúde é diferente de custo da saúde — afirma Balestrin.

Ele participa do segundo dia do ciclo de seminários “Novos modelos para a saúde”, promovidos por OGLOBO, com apoio da revista “Época”, realizado na manhã desta terça-feira no Museu de Arte do Rio (Mar).
Para discutir um novo modelo de assistência e remuneração em saúde no Brasil, Balestrin citou uma lista de fatores que impactam os custos.

— Há fatores que não têm relação como o modelo de remuneração, como o envelhecimento populacional, as questões de saúde pública e de transição epidemológica (sobre o grupo de doenças infecto-contagiosas e crônicas a serem tratadas), tributação e outros.

— E há os fatores que tem a ver com o modelo de remuneração, como a fragmentação da assistência, que não funciona de forma horizontalizada no atendimento ao cliente, os desperdícios e as fraudes. Isso precisa ser visto com atenção — diz ele.

Os desperdícios na área de saúde — como exames ou prescrição de medicamentos equivocados ou feitos com atraso — equivalem a 20% do investimento total em saúde no país.
— Em 2016, o Brasil investiu R$ 500 bilhões em saúde, sendo 55% desse total vindos do setor privado. Uma fatia de 20% disso foi desperdiçada. Deste percentual, outros 10% foram perdidos com fraudes — conta Balestrin.

Ele destacou a importância de se investir em gestão de saúde populacional, com o controle de condições já classificadas como epidemias, caso da obesidade. E preparar o sistema de saúde para fazer frente ao envelhecimento populacional.

— O Brasil vai chegar a 2030 com 18,6% da população, ou 41,5 milhões de pessoas com 60 anos de idade ou mais. Na Europa, os países primeiro enriqueceram, para, depois, envelhecerem. Aqui, vamos envelhecer primeiro. E não há certeza de que vamos enriquecer — pondera o presidente da Anahp.

O ideal, defende ele, é que o modelo de pagamento no setor considere a saúde do paciente, a qualidade de vida posterior ao tratamento. Atualmente, a discussão está dividida entre o chamado fee-for-service, pagamento por serviço, ou o chamado pagamento por pacote de atendimento.

Fonte: O Globo

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