A Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro assinou, nessa quinta-feira (23), o termo de adesão, confirmando sua filiação à Federação das Misericórdias do Estado do Rio de Janeiro (Femerj). A reunião, que foi acompanhada pelo presidente da CMB, Edson Rogatti, e pelo coordenador do DCEBAS/MS, Brunno Carrijo, é fruto do trabalho que vem sendo desenvolvido pela Femerj, buscando agregar novas instituições e fortalecer o segmento no Estado.
Segundo presidente Rogatti, a adesão da Santa Casa do Rio de Janeiro é muito importante para a representatividade dos filantrópicos. “Mais uma Santa Casa centenária está voltando para o convívio dos filantrópicos, compondo, junto a outras grandes santas casas, o quadro da Saúde do País, com representação nacional”.
De acordo com o presidente da Femerj, Artur Giovannini, a Santa Casa do Rio de Janeiro tem um significado muito grande. Fundada em 1582, a instituição mantém uma estrutura forte, com quatro hospitais, serviços de assistência social e educandário. Contudo, assim como outros hospitais no Brasil, precisa de um fortalecimento econômico para sua sustentabilidade. “A filiação da instituição também fortalece a representatividade da Femerj e da CMB, pois temos uma grande Santa Casa em uma capital, que, agora, também soma esforços conosco”, disse Giovannini.
A presença do Ministério da Saúde na cerimônia de filiação também demonstrou como o hospital pode se beneficiar das parcerias estabelecidas pela Femerj e pela CMB. Sem certificado de filantropia desde 2007, a Santa Casa recebeu as orientações do DCEBAS, e agora deve se empenhar para cumpri-las e retomar o certificado. Para o presidente da Femerj, a retomada da certificação é uma tentativa de sobrevivência da instituição e, com o apoio da Federação, a Santa Casa poderá se fortalecer.
A Femerj pretende encerrar as reuniões itinerantes que está realizando pelas regiões do Estado até o final do ano, estabelecendo um relacionamento mais próximo com os hospitais. A partir disso, em 2018, a Femerj deve desenvolver um plano de capacitação e treinamento, atendendo as demandas recebidas dos hospitais. “Queremos resgatar o fortalecimento da Federação, a partir do entendimento de que juntos temos mais poder de negociação e de parcerias”, ressaltou o presidente da Femerj.