Dados do Ministério da Saúde colocam a assistência hospitalar prestada em Campos co-mo a melhor do Estado do Rio de Janeiro, comparando municípios de médio porte, com população aproximada de 500 mil habitantes. Os números põem Campos à frente até de Campinas, cidade paulista considerada modelo em média e al-ta complexidades. O secretário de Saúde, Geraldo Venâncio, explicou que os apontadores, relacionados à assistência cirúrgica, clínica, pediátrica, obstétrica e de terapia intensiva, são mais positivos do que os apresentados pelo Rio e Niterói, por exemplo.
Os dados do Ministério da Saúde são relacionados ao número de habitantes, identificados pelo IBGE. Tendo como base 2010, o Rio tem 6.320.446 habitantes; Campos 463.731; Niterói 487.562; Belford Roxo 469.332; São João de Meriti 458.673 e Campinas 1.080.11. “Tomando o número de leitos por 100 mil habitantes, temos Campos com 65,12 leitos cirúrgicos, contra 61,53 do Rio; 58,86 de Niterói; 12,57 de Belford Roxo; 5,01 de São João de Meriti e 42,22 de Campinas. O número de leitos de UTI é ainda mais alto, tendo Campos 28,25 leitos contra 14,07 do Rio; 14,56 de Niterói, 4,90 de Belford Roxo, 6,98 de São João de Meriti e 19,91 de Campinas”, contou Venâncio.
Campos também tem mais leitos clínicos (62,75 contra 51,83 do Rio; 54,76 de Niterói; 9,38 de Belford Roxo; 25,51 de São João de Meriti e 35,64 de Campinas) e de obstetrícia (seguindo a ordem anterior: 25,01; 19,95; 20,92; 21,31; 21,37 e 12,78), contando ainda com 31,48 leitos pediátricos contra 13,45 do Rio; 16,20 de Niterói e 12,87 de Campinas, ficando os outros dois municípios com pouco ma-is de 34 leitos na área.
Geraldo Venâncio destacou que os indicadores positivos foram possibilitados pelos investimentos que a Prefeiturafaz na Saúde, com recursos municipais, complementando os valores do SUS repassados aos hospitais contratualizados: Santa Casa de Misericórdia, Beneficência Portuguesa, Plantadores de Cana e Álvaro Alvim. “De outubro de 2009, a partir da gestão plena, a Prefeitura multiplicou por 7 o aporte financeiro a esses hospitais, passando de R$ 5,4 milhões em 2009 para R$ 30.892.806,66 em 2010; R$ 39.382.185,91 em 2011 e R$ 8.105.780,90 somente no primeiro trimestre deste ano, uma evolução de 700% de investimentos municipais na assistência hospitalar”, explicou o secretário.
Fonte: Folha da Manhã