Os números mundiais são alarmantes e revelam que, atualmente, a sepse, mais conhecida como infecção generalizada, é responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs e uma das principais causas de morte em Unidades de Terapia Intensiva. Não bastasse a alta incidência de óbitos, segundo o Instituto Latino Americano, a doença é também a principal geradora de custos nos setores público e privado, uma vez que o tratamento exige equipamentos sofisticados, medicamentos caros e a atuação de equipe multidisciplinar especializada.
“É um tema bastante recorrente e de extrema importância para instituições comprometidas com a qualidade de vida de seus pacientes e empenhadas em tornar o tratamento da sepse cada vez mais efetivo e resolutivo”, avalia o médico Hamilton Bonilha, coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa de Piracicaba (SCIH) e organizador do evento que reunirá médicos e profissionais de saúde de Piracicaba e região, a partir das 19h30 desta terça-feira (23), no salão de convenções do Hospital, para debater “O impacto da adesão ao protocolo de sepse e pneumonia associada à ventilação mecânica”, durante palestra proferida pelo médico coordenador da UTI do Hospital e Maternidade Brasil, de Santo André/SP, Haggeas da Silveira Fernandes.
Bonilha justifica a iniciativa, lembrando que o protocolo institucional envolve todos os membros da equipe multidisciplinar responsável pela assistência direta ao paciente, desde sua admissão no hospital, e tem por objetivo orientar sobre o início da conduta, em caso suspeito de sepse. Ele lembra que a Santa Casa de Piracicaba é referência de assistência em UTI e mantém um dos menores índices de infecção hospitalar do país. “Mesmo assim, é importante atualizar conhecimentos nesta área e lembrar que é sempre possível e necessário melhorar e ampliar a adesão ao protocolo, processo que passa pela conscientização do profissional de saúde”, considerou Bonilha.
Ele explica que a sepse se caracteriza por uma série de manifestações graves por todo o organismo causadas por uma infecção que, mesmo localizada em apenas um órgão, pode comprometer o funcionamento de vários órgãos quando o corpo tenta combater o agente infeccioso. “O comprometimento de vários órgãos pode levar à falência de múltiplos órgãos e ocasionar o óbito do paciente. Trabalhamos para reduzir ao máximo essa incidência”, disse.
*Com informações da assessoria da Santa Casa de Piracicaba