Um dos maiores hospitais do estado, o Hospital de São José de Criciúma passa a atender só casos de urgência e emergência a partir desta segunda-feira. Entidades hospitalares reunidas na capital, apóiam movimento que poderá atingir outras instituições no estado.
Uma assembleia extraordinária foi realizada nesta tarde na capital, convocada pela Associação e Federação dos Hospitais de SC e Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de SC. Gestores hospitalares se reuniram para definir como fica o atendimento à população, já que o SUS não repassou cerca de 50 milhões de reais para os hospitais do estado, referente ao pagamento do mês de novembro.
Sem recursos, os administradores não têm como pagar a segunda parcela do décimo terceiro salário dos funcionários, além de quitar dívidas com fornecedores. A situação é mais complicada para os hospitais que não recebem suporte financeiro das prefeituras. Sem os recursos do SUS, o atendimento ficará inviabilizado.
O Hospital São José de Criciúma anunciou que, a partir de segunda-feira, só atenderá casos de urgência e emergência, além dos serviços oncológicos e de hemodiálise. A população está sendo orientada para procurar a secretaria municipal de Saúde de cada município, para buscar atendimento. O Hospital São José tem 310 leitos, mais de 1200 funcionários atuam na instituição. A diretoria comunica ainda que o atendimento cirúrgico eletivo e o atendimento ambulatorial estarão suspensos por prazo indeterminado.
O presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Hilário Dalmann, disse que está aguardando um levantamento para ter uma avaliação geral no estado de quais instituições irão aderir à paralisação. Lembra que o momento é dramático, pois muitas prefeituras concedem férias coletivas nos postos de saúde, o que pode dificultar o acesso à população que encontra nos hospitais, a única alternativa de atendimento neste período.
Os hospitais privados e filantrópicos desde a semana passada também deixaram de agendar cirurgias eletivas referentes aos mutirões pois o governo do estado está em atraso nos pagamentos desde julho deste ano. O volume de recursos devido chega a R$ 15 milhões de reais.