Sala de hidratação, novos consultórios e reforço nas equipes médica e de enfermagem estão entre as medidas
Com aumento médio de 45% no número de atendimentos neste mês de fevereiro, devido a epidemia de dengue, a Santa Casa de Misericórdia de Marília adotou uma série de ações estratégicas para dar mais agilidade e segurança ao atendimento. Entre as medidas estão readaptações para aproveitamento total do espaço físico do PS (Pronto Saúde), reforço nas escalas de médicos e equipes de enfermagem, ampliação do estoque de insumos hospitalares e orientações aos pacientes e acompanhantes.
Durante o mês de janeiro, o serviço de vigilância epidemiológica da instituição, ligado à CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), notificou 773 casos suspeitos de dengue em pacientes atendidos no Pronto Saúde. Já em fevereiro, até o dia 19, haviam sido 1.799 registros.
A médica Ismênia Torres, diretora técnica da Santa Casa, esclarece que o hospital é responsável pela solicitação de NS1 (teste rápido) e sorologia de acordo com a fase de manifestação da dengue, somente para pacientes internados.
Em relação ao atendimento ambulatorial (sem internação), o foco está na assistência a todos os casos suspeitos com base no protocolo do Ministério da Saúde. A estrutura de apoio foi ampliada. “Quando verificamos o aumento da procura pelo atendimento, prontamente adotamos uma série de medidas. O momento é muito delicado e certamente não é possível garantir atendimento a todos no tempo que gostaríamos, mas estamos fazendo o melhor e disponibilizando todos os recursos possíveis”, disse.
A gerente do setor, Márcia Andrade, explica que após o aumento nos casos de dengue, além da sala de repouso com oito poltronas e salas de observação (masculino adulto, feminino adulto e infantil), o Pronto Saúde passou a contar com uma específica para hidratação e agora chegou a 30 o número total de poltronas. O número de consultórios para clínicos gerais passou de dois para quatro.
Diariamente, entre três e quatro médicos estão disponíveis no Pronto Atendimento Adulto. Além disso, nos horários de pico (das 10 às 22h) o PS conta com dois enfermeiros para protocolo de Classificação de risco. “Desde o ano passado, esse sistema foi adotado e assegura prioridade aos pacientes com maior risco. Todos são atendidos, mas a espera será sempre menor para aqueles que estão com sintomas mais graves”, explica.
Orientações – O atendimento pode ser mais rápido fora do horário de pico, segundo a gerente do PS. Márcia também orienta os pacientes a portarem documentos e seguir as instruções após a classificação de risco. Já a diretora técnica da Santa Casa lembra a importância da hidratação para minimizar a incidência de complicações e os perigos da automedicação.
Fonte: Assessoria de Imprensa Santa Casa de Marília (SP)