Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. O adágio popular é bem aplicado diante dificuldades enfrentadas no nosso cotidiano. Esse adágio cai bem na área de saúde. Para quem precisa da rede pública de saúde, são longas filas para exames mais delicados e superlotação nos corredores de hospitais. O sofrimento atinge, também, as pessoas que recorrem a hospitais e clínicas particulares para tratamento de saúde. Se na rede pública, faltam médicos, medicamentos e sobram filas, nos hospitais particulares a briga dos pacientes é contra os planos de saúde que cobram muito e pouco oferecem na hora em que o cliente mais precisa. O descontentamento dos usuários acaba na Justiça, com pedidos para os planos de saúde autorizarem exames mais complexos e tratamentos mais demorados. Na área pública, as cobranças são permanentes do Ministério Público e do Poder Legislativo. E, na área particular, os usuários batem à porte dos órgãos de defesa do consumidor e da Justiça. Sem pressão, sem denúncia, nada funciona.
Fonte: Editorial – Ceará Agora