O Programa de Melhoria da Gestão em Hospitais Filantrópicos iniciou suas atividades, ontem, 22, em Belo Horizonte. O lançamento reuniu autoridades do primeiro escalão do governo federal e lideranças nacionais do segmento da saúde. Pela manhã, representantes dos hospitais, integrantes da primeira fase, participaram de uma reunião técnica de apresentação.
A cerimônia de lançamento contou com a participação do diretor de Planejamento e recursos Humanos da Gerdau/Açominas, Omar Fantoni; a representante da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Helidea de Oliveira Lima; o deputado federal e ex-ministro da Saúde, José Saraiva Felipe, o deputado federal e presidente da frente parlamentar da saúde, Darcísio Perondi; a secretária executiva do Ministério da Saúde, Márcia Bassit; presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), Antônio Brito; o presidente da Federassantas, Saulo Levindo Coelho; o presidente do Fórum QPC, Luiz Ildebrando Pierry; e o secretário Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Helvécio Miranda. Os presidentes das federações estaduais do Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Piaui e o vice-presidente da Federação do Rio Grande do Sul, também estiveram presentes junto com representantes de hospitais filantrópicos de todo o Brasil.
RecursosO presidente da Federassantas de Minas, Saulo Levindo Coelho, lembrou a platéia atenta, que as Santas Casas e os hospitais filantrópicos do Brasil já sabem que têm poucos recursos com que contar do Sistema Único de Saúde, mas que agora, cabe a todos aprender a melhor administrar estes recursos. Para ele, os gestores destas instituições precisam ter em mente que a má administração facilita desperdício e atos desonestos e o caminho para a otimização de recursos passa pela gestão responsável e com qualidade. “Nós temos que fazer a nossa parte. Não vamos ficar apenas sentados esperando o dinheiro público”, disse.
O presidente da CMB, Antônio Brito, concordou com as observações feitas pelo anfitrião Saulo Coelho, que também é provedor da Santa Casa de Belo Horizonte, frisando que este é um momento importante para todos. “Trabalhar com a tabela do SUS não é fácil. Por isso queremos mais saúde, mais gestão e mais respeito”, disse lembrando que os hospitais filantrópicos sempre são vistos como vilões da saúde no País, apesar de serem, muitas vezes, o único a atender através do SUS em alguns municípios.
A secretária executiva do Ministério da Saúde Márcia Bassit, encerrou a solenidade lembrando que os hospitais filantrópicos são hoje responsáveis por cerca de um terço de todo o atendimento á saúde no País e que, por isso mesmo, deve ser visto com mais atenção e carinho. “Chega de dizer que a saúde é um saco sem fundo”, disse, referindo-se aos comentários de setores do governo quando se fala que é preciso mais dinheiro para a área. Márcia Bassit declarou estar certa de que o Mais Gestão é o melhor caminho para a melhoria na qualidade dos filantrópicos e atende ao que o Ministério pretende, que é o filantrópico cada vez melhor.
Galeria de Fotos.
{gallery}2008/mais_gestao_bh{/gallery}