O workshop sobre Promoção de Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças na Saúde Suplementar (Promoprev), promovido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), será realizado em Belo Horizonte (MG), no próximo dia 21 de outubro. Segundo a gerente de Monitoramento Assistencial da ANS, Kátia Audi, o objetivo do encontro é “estimular mudanças no modelo assistencial das operadoras, oferecendo suporte teórico e operacional às operadoras”. Em entrevista à CMB, Kátia Audi informou que, até outubro de 2014, foram registrados na ANS 1.217 programas de Promoprev, que são desenvolvidos por 330 operadoras. “Os programas informados à ANS abrangem um total de aproximadamente 1,6 milhão de beneficiários”, disse. A ANS está realizando os workshops desde julho deste ano. Já foram realizados encontros em Recife, Campinas e Brasília. Além de Belo Horizonte, Manaus (02/12), Fortaleza (03/02/15) e Rio de Janeiro (03/03/15) também devem receber o evento.
Para mais informações: www.ans.gov.br, onde podem ser encontrados os documentos “Cartilha para Modelagem de Programas” e o “4º Manual Técnico sobre Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças na Saúde Suplementar”.
CMB – Qual o objetivo dos workshops?
Kátia Audi – A ANS vem promovendo, desde julho de 2014, Workshops regionais de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças na Saúde Suplementar, com o intuito de estimular mudanças no modelo assistencial das operadoras de planos privados de assistência à saúde. O objetivo da ANS é oferecer suporte teórico e operacional às operadoras para um melhor planejamento e gerenciamento nos programas de promoção da saúde e de redução de riscos e doenças, otimizando a gestão em saúde a partir da perspectiva do envelhecimento saudável e da melhoria da qualidade de vida dos beneficiários. Além disso, a ANS busca incentivar as operadoras que ainda não desenvolvem programas a pensarem em estratégias envolvendo a incorporação de ações de promoção de saúde e prevenção de riscos e doenças.
CMB – Quais os benefícios que os programas de Promoprev trazem? Há benefícios econômicos?
Kátia Audi – O desenvolvimento de programas para promoção de saúde e prevenção de riscos e doenças no setor de saúde suplementar tem como objetivos a identificação oportuna e o monitoramento dos riscos em saúde, a compressão da morbidade para idades mais avançadas e a melhoria da qualidade de vida dos beneficiários de planos privados de assistência à saúde, visto que grande parte das doenças que acomete a população é passível de prevenção. Espera-se, dessa forma, incentivar as operadoras a atuar conforme o perfil de saúde e doença da sua população de beneficiários, contribuindo para a qualificação da gestão em saúde no setor de saúde suplementar.
CMB – Como adotar um programa?
Kátia Audi – O mais importante é que cada operadora tenha conhecimento de sua carteira, seu perfil e suas necessidades, de modo a elaborar o programa de forma mais efetiva. Dessa maneira, uma etapa fundamental ao planejar um programa para promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças é a definição da população alvo, destacando os aspectos demográficos e epidemiológicos da população escolhida. Outro ponto fundamental é a definição do foco do cuidado. Atualmente, ANS elenca as áreas de cuidado em saúde, seguindo as prioridades do Ministério da Saúde para a população brasileira. São elas: (1) saúde da criança, (2) saúde do adolescente, (3) saúde do homem, (4) saúde da mulher, (5) saúde do adulto, (6) saúde do idoso, (7) saúde mental, (8) saúde bucal e (8) portadores de necessidades especiais. Vale lembrar que, em alguns casos, mais de uma área pode ser selecionada pela operadora. Dentro de cada uma dessas áreas há temas de interesse, nos quais a operadora pode fixar como objetivos e metas a serem alcançados a curto, médio e longo prazo. Outro aspecto de suma importância diz respeito à gestão das informações da operadora, que precisam ser sistematizadas e analisadas, de forma a permitir um adequado planejamento, implementação e avaliação do programa e dos resultados esperados. Por fim, a operadora precisa definir como será o monitoramento do programa, incluindo a definição de indicadores de processo e resultados.