A bancada do Paraná no Congresso Nacional decidiu estabelecer a Saúde como pauta prioritária em 2015. Durante o café da manhã realizado pela Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa), na Câmara dos Deputados, os parlamentares ressaltaram a importância do Setor e a necessidade de trabalharem juntos para conseguir melhorar o orçamento para a Saúde.
A Femipa apresentou os dados do Setor, ressaltando que, apesar das dificuldades, a Saúde é um dos poucos setores da economia que não está demitindo funcionários, mas falou da preocupação com projetos que podem aumentar os custos da folha de pagamento, como o que trata da redução da Jornada dos Enfermeiros. A Federação pediu, ainda, que as emendas parlamentares sejam dedicadas aos hospitais, para que o orçamento do Setor seja complementado.
Os deputados paranaenses reconheceram que não basta apenas aumentar o recurso, mas também barrar propostas no Congresso que aumentem as despesas dos prestadores. Além disso, eles enfatizaram a necessidade de a Câmara e o Senado discutirem as condições da Saúde para curto, médio e longo prazo. “Esta Casa discute Refis para os clubes de futebol, por que não ter um modelo para os hospitais?”, questionou o coordenador da bancada do Paraná, deputado João Arruda (PMDB).
O presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas, deputado Antonio Brito (PTB-BA), parabenizou a bancada e a Femipa pela iniciativa e ressaltou que é preciso trabalhar pela Saúde. De acordo com ele, a defasagem do orçamento do Ministério da Saúde vai impactar a Média e Alta Complexidade (MAC). “Se o orçamento não for corrigido, em outubro o Ministério [da Saúde] não terá mais recursos para pagar os hospitais e fechar o ano”, disse, lembrando que é preciso conseguir emendas de custeio para aliviar o Setor.
Mais de 40 Santas Casas estão fechando as portas, segundo levantamento apresentado pelo presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), Edson Rogatti. Ele insistiu com os parlamentares que os hospitais precisam de financiamento. “Isso não é só no Paraná, mas em todo o Brasil. Estamos vivendo um momento muito difícil. Há muito tempo nos faltam incentivos e só ficamos com promessas, mas as despesas continuam aumentando”, explicou Rogatti, pedindo aos deputados que tratem os assuntos referentes aos filantrópicos com atenção.