Os hospitais de Santa Catarina e o Fórum Parlamentar Catarinense formaram uma comissão que irá levar os pleitos da categoria ao ministro da Saúde. O grupo foi formado após o café da manhã realizado pela Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (Fehosc), Associação e Federação dos Hospitais de SC (Ahesc) e a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de SC (Fehoesc) nessa quinta-feira (11). Cerca de 25 hospitais, 15 deputados e dois senadores da bancada catarinense, além de secretários municipais de saúde, participaram do encontro. Os organizadores do evento fizeram um apelo aos parlamentares para garantirem mais recursos para os hospitais através de emendas.
Os hospitais apresentaram a situação precária que estão enfrentando aos parlamentares, convivendo com a falta de recursos, principalmente provocada pelo atraso nos pagamentos por parte dos governos estadual e federal, além da histórica defasagem da Tabela do SUS.
Nos últimos três anos, os parlamentares catarinenses destinaram mais de 26 milhões de reais para a rede hospitalar do Estado. Os recursos foram captados através do Escritório de Projetos criado pelo Instituto Santé, mantido pelas três entidades hospitalares. A ação pioneira no Brasil já serve de modelo para outros estados. A meta é ampliar as opções de custeio, principal reivindicação dos gestores.
Os parlamentares reconheceram a situação dos hospitais, mas frisaram a responsabilidade do governo federal no financiamento do Setor. Muitas críticas foram feitas contra os cortes no orçamento da Saúde e até mesmo nas mudanças em relação às emendas impositivas, que não significam dinheiro extra para a Saúde, mas apenas seu direcionamento. De acordo com os parlamentares, indicar as emendas é fácil, o difícil é fazer com que elas sejam pagas.
Durante o evento, Hilário Dalmann falou sobre a realização do Movimento Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos no SUS – Acesso à Saúde: Meu Direito é um Dever do Governo, ressaltando as ações que estãos endo programadas para o dia 29 de junho, dia de mobilização nos municípios. “A iniciativa pretende esclarecer a sociedade sobre a situação financeira precária da rede, alertando para o iminente colapso dos hospitais beneficentes e as graves consequências para o SUS, e buscando soluções para a sobrevivência das instituições”.
* Com informações da Assessoria de Imprensa da Fehosc-Ahesc-Fehoesc