O Movimento Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos no SUS – Acesso à Saúde: meu direito é um dever do governo vai contar com a participação das entidades goianas. Em reunião promovida pela Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas de Goiás (Femigo), nessa quarta-feira (17), os hospitais constituíram uma Comissão, que irá organizar o movimento no Estado.
O Movimento Acesso à Saúde foi apresentado aos representantes dos hospitais presentes pelo presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), Edson Rogatti, e pelo diretor-Geral da CMB, José Luiz Spigolon.
Rogatti explicou que a baixa remuneração do SUS aos hospitais e a todos os que prestam serviços obriga as entidades a usarem os recursos de doação, subvenções dos Estados e municípios, da prestação de serviços a convênios e até de atendimentos particulares, e ainda assim, muitas vezes, são obrigadas a buscar financiamentos junto a bancos. “Queremos a atualização da tabela para cobrir os custos dos hospitais”, disse.
De acordo com o diretor geral da CMB, José Luiz Spigolon, é importante conscientizar a população para a gravidade dos problemas enfrentados pela Saúde Pública hoje. “O movimento visa à conscientização da população para o que está acontecendo, sem ter que cancelar os atendimentos, mas trazendo à discussão os graves problemas”, explicou.
O presidente da Femigo, José Roldão Gonçalves, ressaltou o alto endividamento do Setor, chegando a R$ 17 bilhões no País. Apenas em Goiás, o valor das dívidas é R$ 200 milhões, aproximadamente.
O deputado Gustavo Sebba, líder do PSDB local, e o secretário Extraordinário do Estado, Antonio Faleiros, também estiveram presentes à reunião.
Sebba comprometeu-se a levar os dados do endividamento dos hospitais à Assembleia Legislativa e disse que fará pronunciamentos na tribuna a este respeito. O deputado pretende, ainda, lançar uma Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas.
*Com informações do jornal Diário da Manhã (GO)