Paes admite problemas na Saúde, mas cobra ação de prefeitos vizinhos

Segundo ele, o alcance do Programa Saúde da Família foi de 3% para 35%

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, atribuiu parte dos problemas enfrentados no atendimento na rede municipal de saúde a problemas que persistem há anos em outras cidades da Região Metropolitana. Ele citou como exemplo os dois personagens da reportagem do GLOBO, publicada na edição de quarta-feira, que buscavam atendimento na rede municipal do Rio, mas são moradores de outros municípios — Japeri e Mesquita, na Baixada Fluminense.

— A cobrança recai na capital, onde a visibilidade é maior, mas a Saúde tem problemas complexos. Os prefeitos destas cidades também têm que ser chamados à sua responsabilidade política, por estes moradores não terem conseguido atendimento. Eu já procurei os prefeitos para discutir isso, mas não adiantou. O Hospital Souza Aguiar, por exemplo, tem mesmo que priorizar casos graves. Não é para ser procurado por quem está com dor de cabeça — diz Paes.

O prefeito admitiu que a atenção básica na rede de saúde do Rio ainda está longe do ideal, já que a cobertura do Programa Saúde da Família (PSF) teria que atingir 65% da população da cidade:
— Nós passamos de 3% para 35% da população. Entre dezem­bro de 2008 e dezembro de 2011, foram montadas em todo o país 803 novas equipes de Saúde da Família. Deste total, 487 foram da prefeitura do Rio.

Secretário de Saúde de Mesquita, Alexandre Cliva­res diz que o Sistema Único de Saúde (SUS) é regionaliza­do e, por isso, não vê problema em o morador da Baixada se consultar ou passar por algum procedimento na cidade do Rio. De acordo com ele, a prefeitura recebe verba do SUS para atender a essa demanda:

—A rede do SUS não se exaure nas linhas geográficas do município. A cidade do Rio é um polo de saúde e recebe, além dos moradores da Região Metropolitana, pessoas de outros estados. O SUS tem alguns problemas, mas a regionalização não é um deles. Em Mesquita, como somos referência em fisioterapia, recebemos cariocas, e também fornecemos remédios das nossas farmácias municipais para quem não é da cida­de. O Ministério da Saúde repassa verba para que esse atendimento seja feito — diz.

Olivares, no entanto, reconhece que Mesquita enfrenta déficit de médicos e de leitos:
— Temos uma rede razoável, com 30 equipamentos de saúde, mas existe um déficit regional de leitos. Além disso, na cidade temos uma equipe do Programa Saúde da Família sem médicos, e faltam clínico geral e pedia­tra na UPA de Jacutinga.

Segundo ele, para evitar a peregrinação por hospitais, os moradores de Mesquita deviam ir até a UPA antes de saírem em busca de atendimento:
— O morador não precisa sair do município para ter acesso à rede básica. No entanto, quando for preciso ir para o hospital da capital, ele pode ir até a UPA e vai para o Rio de ambulância, com a vaga já garantida na rede municipal ou nos hospitais federais. Sem passar pela central de regulação de leitos, reconheço que bagunça a rede carioca.

Presidente do Cremerj, Márcia Rosa Araújo diz que as cidades da Região Metropolitana precisam fortalecer suas redes de saúde:
— É preciso melhorar as estruturas dos postos de saúde e dos hospitais, e ainda integrar as redes. A integração é fundamental.

Ruim para todos
AO CONTESTAR números que atribuem ao Rio posição vexatória no índice de Desempenho do SUS, Eduardo Paes alegou que o levantamento não levou em conta investimentos recentes do município na Saúde.

O GLOBO foi a campo e conferiu que a realidade em hospitais e postos da rede municipal está mais próxima do DSUS que das queixas do prefeito.

O QUE, no entanto, não deve municiar o costumeiro oportunismo de guerras políticas, pois a situação, salvo poucas exceções, é vergonhosa no sistema de Saúde dos três níveis de poder.

FONTE: Portal G1

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