Começou nesta manhã de segunda-feira (07) a paralisação dos serviços do Hospital Santa Casa de Rondonópolis. A suspensão é por tempo indeterminado, referente a falta de repasse do governo de Mato Grosso que já dura quatro meses, o valor é de quase R$1 milhão.Começou nesta manhã de segunda-feira (07) a paralisação dos serviços do Hospital Santa Casa de Rondonópolis. A suspensão é por tempo indeterminado, referente a falta de repasse do governo de Mato Grosso que já dura quatro meses, o valor é de quase R$1 milhão.
A Santa Casa atende cerca de 1500 pessoas na ala da maternidade, sendo que em torno de 450 pacientes permanecem internados, o restante procura por outros órgãos como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e na rede básica de saúde.
Além do Santa casa de Rondonópolis, outros três hospitais do estado de Mato Grosso optaram por interromper os serviços, sendo eles, a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, Santa Helena e Hospital Geral Universitário. As Unidades de Terapia Intensiva (UTI´s), programações cirúrgicas eletivas e ambulatoriais não estão recebendo novos pacientes.
Segundo o superintendente executivo da Santa Casa desta comarca o problema dos hospitais filantrópicos é com o atual governo, que não quer aceitar a negociação feita em 2015. “Estamos no fundo do posso, a situação está inconcebível, o estado suspendeu um repasse que é usado para pagar plantões médicos, aquisiçções de insumos, os remédios de dor, soro, etc…”, aponta.
De acordo com a nota emitida pela Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos do Estado de Mato Grosso (Fehosmt), em 2015 e em 2016 foram feitos acordos para o repasse. “Após diversas tratativas fora concedido emergencialmente um custeio por 3 meses até que os custos fossem realmente apurados, através de uma consultoria especializada na área da saúde indicada pelo Governo do Estado. Advindo com a constante troca de secretários Estaduais de Saúde, a cada troca o processo iniciava do zero”, explicou.
O Médico Eder Lúcio de Souza afirmou que tem recebido o repasse feito pela prefeitura municipal, para a saúde. “O financiamento da saúde no Brasil é tripartite os três entes da união participam, o federal, estadual e municipal, se o federal não faz o repasse para o estado e depois para o município, então ficamos sem a verba, precisamos do repasse, enquanto isso seguimos em greve, por tempo indeterminado”, explica.
Em negociações com os hospitais ficou acordado o pagamento de R$ 3,5 milhões e os 34% restante do déficit seriam discutidos em abril de 2016. Vale lembrar que no ano passado, a Santa Casa deste município teve três paralisações.
“Na fala do governador, ele coloca que é obrigação do município, mas nós entendemos que não tem como o filantrópico ficar no meio desse cabo de guerra entre o governo e o município, porque o governo diz que é responsabilidade do município e o município diz que repassa tudo que recebe e investe o que tem, é necessário que eles sentem e assumam suas responsabilidades, para resolver essa situação”, finaliza superintendente.
Nota emitida pela Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos do Estado de Mato Grosso (Fehosmt)
“Em 2015 após diversas tratativas fora concedido emergencialmente um custeio por 3 meses até que os custos fossem realmente apurados, através de uma consultoria especializada na área da saúde indicada pelo Governo do Estado. Advindo com a constante troca de secretários Estaduais de Saúde, a cada troca o processo iniciava do zero.
Em 2016, do total dos déficits levantados para o custeio, foi nos repassado 69% deste valor, não cobrindo seu custo efetivo, com a promessa do Governo do Estado de que estaria fazendo um estudo de como manter, e até cobrir os 100% dos déficits, visto que o custeio da Saúde sendo tripartite, poderia assim, ser custeada pelo Município, Estado e União.
Salientamos que somos responsáveis por 85% dos atendimentos aos usuários do SUS no Estado de Mato Grosso e a nossa maior preocupação é o atendimento à população com qualidade e eficiência.
Infelizmente vimos comunicar à população que necessita do atendimento pelo SUS, que não temos outra saída a não ser a paralisação, para que não haja comprometimento na qualidade do atendimento o que mais prezamos em nossas instituições.
Enfatizamos que o que gerou este movimento é a total falta de crédito junto aos fornecedores de materiais de lavanderia, limpeza, alimentos, medicamentos e demais itens de custeio.”
Fonte: Agora MT