Idealizadores do projeto falaram em “falta de apoio” de “agentes políticos”. Proposta de hospital destinado a pacientes carentes na Zona Norte de Macapá foi lançada em 2013.
Por John Pacheco, G1 AP, Macapá
Lançada há quatro anos com a promessa de oferecer entre 50 e 80 leitos para atendimento de pessoas carentes e oriundas do Sistema Único de Saúde (SUS), a Santa Casa de Misericórdia do Amapá não saiu do papel. O projeto também não deverá cumprir o prazo dado para construção, que encerra no fim de 2018.
A comissão organizadora da instituição à época e um ex-deputado da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), que atuou no processo, foram unânimes em dizer que “faltou apoio” para a iniciativa se tornar realidade. A área prevista para ser construída seria às margens da Rodovia Norte-Sul, na Zona Norte de Macapá e a doação chegou a ser anunciada pelo provedor em 2013.
O local seria alternativa para minimizar a grande ocupação dos dois maiores hospitais da rede pública do estado, o de Emergências (HE) e o Alberto Lima (Hcal).
O provedor no Amapá da Santa Casa de Misericórdia foi procurado pelo G1 diversas vezes, mas não houve resposta positiva ao pedido de entrevista. Os responsáveis pelo projeto limitaram-se a dizer que não houve a contrapartida dos “agentes políticos” que se comprometeram em apoiar financeiramente o projeto com destinação de recursos.
Sobre a doação do terreno por parte do governo do Amapá, a Secretaria de Estado da Administração (Sead) informou que não houve nenhum pedido formal da Santa Casa para disponibilidade de área, embora em 2013, o provedor tenha anunciado a doação.
À frente da Comissão de Saúde da Alap em 2013, o ex-deputado estadual Manoel Brasil lembra que a Santa Casa foi proposta como forma de levar atendimentos de saúde para a Zona Norte da capital, que até hoje não é coberta por hospitais de grande porte.
“Ela foi uma ideia minha com o deputado Jaci Amanajás, e uma forma de ampliar a quantidade de leitos em Macapá, pois nossos hospitais estão cheios, porém não acabou dando certo”, disse Brasil, que deixou a Assembleia Legislativa no fim de 2014.
Fonte: Portal G1 – Amapá