Reduzir custo ‘salvou’ hospitais em 2016

Vivian Ito

São Paulo – Sem estratégias de redução de custo, a retração da receita dos hospitais privados poderia ter sido ainda maior. Apesar de manter a receita líquida negativa – com 0,8% de queda em 2016-, o volume da perda foi menor que o resultado de 2015, quando as instituições tiveram retração de 10,9%.

Segundo o Observatório Anahp 2017 da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) – que será lançado hoje (16) na Feira Hospitalar 2017 -, o menor nível de retração é reflexo das estratégias que marcaram 2016: redução de investimentos, renegociação de contratos e corte de despesas. Tudo em busca de recuperar as margens, frente a um cenário de perdas mensais continuas de beneficiários de planos.

De acordo com o levantamento, os principais gastos do setor conseguiram atingir níveis mais baixos nos balanços dos hospitais associados. No período, a participação do custo de pessoal passou de 47,5% do total das despesas para 45,8%. De forma mais leve, mas na tendência de redução, os insumos hospitalares foram de 39,2% em 2015 para 39,1% em 2016. Segundo a entidade, o número é representativo, se for considerado o aumento dos preços dos suprimentos.

De acordo com a Anahp, a participação da receita oriunda de diárias e taxas caiu em 2016, passando de 20,6% em 2015 para 19,4% no período. Isso, segundo a entidade, impossibilitou o processo de transposição de tabelas perante as operadoras de planos de saúde. Também caiu a participação das receitas com Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs), de 8,8% em 2015 para 8,2% em 2016, fruto de ações conjuntas de prestadores e operadoras para reduzir os valores destes itens.

Gasto com juros
A participação dos gastos com “outras despesas” (que incluem outras despesas operacionais, despesas financeiras e depreciação), saltou de 7,7% em 2015 para 9,6% em 2016. Este foi o indicador que registrou o maior aumento no total de despesas. Segundo a Anahp, isto foi reflexo, principalmente, da elevação das despesas financeiras (aumento do custo do crédito) e ainda agravado pelo elevado prazo médio de recebimento (66,5 dias) dos hospitais por parte das operadoras de saúde.

Fonte: Federação Brasileira de Hospitais/DCI (SP)

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