Reforma da Previdência pode fechar hospitais no Piauí e bancada é chamada para café

Isenção fiscal concedida ao setor filantrópico está em discussão

A Reforma da Previdência poderá fechar o Hospital São Marcos (referência no tratamento contra câncer), a Associação Reabilitar (CEIR), o Hospital São Carlos Borromeu e até o Lar de Maria. O alerta é de Jorge Ivan Teles, que preside a Federação das Misericórdias e Entidades Filantrópicas do Estado do Piauí (FEMIPI). Ele está pedindo ajuda a bancada federal do Estado, para não deixar passar a reforma.

A reforma engloba um conjunto de medidas que, segundo o presidente e membros do governo, seria indispensável para evitar a quebra do sistema previdenciário brasileiro. Antes de ser votada, a proposta precisa antes passar pelo aval do Congresso Nacional.

Hoje, as isenções fiscais concedidas ao setor filantrópico estão em discussão devido à necessidade do Governo de aumentar a arrecadação.

Para sensibilizar os parlamentares piauienses a votar contrários ao texto que cortará as insenções fiscais concedidas às entidades filantrópicas, a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado do Piauí convidou toda a bancada federal do Estado para um café da manhã. O evento acontecerá às 8h30, no Hospital São Marcos e reunirá representantes dessas instituições, que preveem um verdadeiro caos se a reforma previdenciária corte a isenção concendida atualmente às entidades.

Em uma conta equivocada, quem é favorável ao corte está ignorando que nas áreas de Saúde, Educação e Assistência Social, a cada R$ 1,00 (um real) obtido por isenções fiscais, cada instituição filantrópica retorna R$ 5,92 em benefícios para a sociedade.

Os dados fazem parte da pesquisa “A contrapartida do setor filantrópico para o Brasil”, realizada pela DOM Strategy Partners, primeira consultoria 100% nacional com foco em estratégia corporativa, e que acaba de ser lançada pelo Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (FONIF).

Se as áreas de atuação forem analisadas separadamente, na Saúde, este coeficiente de contrapartida sobe para R$ 7,35. Ou seja, a cada R$ 100 que um hospital beneficente deixa de pagar de impostos, investe R$ 735 no atendimento à população. Na Assistência Social, a cada R$ 100, o retorno à sociedade é de R$ 573,00 e na educação, R$ 386,00 – por meio da concessão de bolsas de estudo, por exemplo.

Mesmo assim, a equipe econômica comandada pelo presidente Temer prepara um pente-fino nas renúncias fiscais que têm impacto no financiamento da Previdência Social. Na mira dos técnicos estão isenções e reduções de alíquotas da contribuição previdenciária concedidas a diferentes setores econômicos, como os R$ 11 bilhões que deixaram de entrar no caixa do Tesouro no ano passado devido aos benefícios a entidades filantrópicas e assistenciais, especialmente na área hospitalar, mas também as organizações educacionais e religiosas.

Caso esse ponto passe na Reforma, o impacto em nível local seria gigantesco. As entidades sem fins lucrativos são mais baratas, oferecem melhor serviço e mais estrutura que a governamental. Além disso, o objetivo dessas instituições, desde que foram fundadas, é colaborar para o desenvolvimento social do país. O fim da renúncia fiscal poderia ser visto com um contrassenso.

Piauí também perderia
No Piauí há diversos hospitais e instituições beneficiados com a isenção tributária. Caso a medida seja aprovada, o Hospital São Marcos (referência no tratamento contra câncer), a Associação Reabilitar (CEIR), o Hospital São Carlos Borromeu e o Lar de Maria estão na lista de entidades que não poderão mais atender a população da forma como os procedimentos são realizados hoje.

Segundo Jorge Ivan Teles, que preside a Federação das Misericórdias e Entidades Filantrópicas do Estado do Piauí (FEMIPI), se o benefício for retirado essas instituições terão que reduzir drasticamente os atendimentos. “Estamos preocupados porque as entidades da saúde funcionam da seguinte maneira: no mínimo 60% dos atendimentos são pelo SUS ou 20% do faturamento é revertido em atendimentos gratuitos para a população. Caso o texto seja aprovado na Reforma da Previdência, as entidades não poderão prestar assistência da forma como é feito hoje. A medida superlotará os hospitais públicos que já trabalham acima do limite”, avalia.

Preocupados com a possibilidade da medida passar na Reforma da Previdência, a Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), aliada às Federação das Santas Casas de Misericórdia e Entidades Filantrópicas dos Estados, têm buscado diálogo com deputados e senadores a fim de alertá-los sobre o quão drástico será caso a renúncia fiscal dessas entidades passe na Reforma.

“A imunidade tributária das entidades filantrópicas foi uma contrapartida oferecida pelo próprio governo. Quando há um superavit nas contas das entidades, o montante é reinvestido na atividade, especialmente em equipamentos e custeio da máquina. O governo quer mexer na questão da receita previdenciária, nas renúncias. Mas seria arriscado mexer com as filantrópicas”, explicou Jorge Ivan Teles.

Café com deputados
Na próxima segunda (13), a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado do Piauí fará um café da manhã de sensibilização junto à bancada federal piauiense. Durante o evento, que acontecerá às 8h30, no Hospital São Marcos, os representantes dessas instituições apresentarão aos deputados e senadores números que comprovam que, caso a reforma previdenciária corte a isenção concedida atualmente às entidades, haverá uma redução drástica no número de atendimentos que afetará especialmente a população carente.

Fonte: Portal AZ (PI)

Últimas Notícias

Uma gestão de conquistas e desafios superados

EXPRESSINHO CMB – Semana de 23 a 27 de fevereiro de 2026

CMB marca presença no Welcome Saúde 2026

Fehosp realiza 35º Congresso Anual com programação presencial em Campinas

Eventos CMB

No data was found

Receba Novidades da CMB

Complete com seus dados e receba em primeira mão atualizações, evento, informativos e notícias no seu email e whatsapp.

Nome:
Email:
Instituição:
Celular:
Cargo:

Contatos CMB

Fone: +55 (61) 3321-9563

Email: cmb@cmb.org.br

Endereço: SCS Qd. 1, Bloco I, Ed. Central, Salas 1202/1207 Brasília/DF

Visite a CMB