A prática da humanização exerce seus efeitos benéficos também sobre o profissional médico
Ir além do tratamento da doença e acolher o paciente tendo-se em mente todas as suas necessidades. Esta é a premissa básica para se colocar em prática ações que levem à humanização da assistência, processo ainda pouco conhecido no Brasil, mas já praticado por algumas instituições, a exemplo da Santa Casa de Piracicaba.
De acordo com o diretor clínico da Entidade, André Gervatoski (foto), o conceito é amplo e envolve uma dose generosa de ética, atenção e, sobretudo, sensibilidade. Envolve também os princípios que norteiam a assistência, como os valores, direitos e deveres do profissional. “Mas esta não é um entendimento que deva estar restrito ao médico; todo profissional de saúde deve pautar sua rotina com base nos preceitos da humanização”, disse.
Segundo ele, a prática da humanização exige o mais alto respeito pela vida humana, desde a sua concepção, numa demonstração inequívoca de amor ao próximo. “O objetivo deste trabalho é manter o foco no paciente, indivíduo geralmente fragilizado que deve ser tratado com a dignidade humana, de forma a ter suas dores físicas e psíquicas amenizadas”, pondera Gervatoski.
Ele revela que a Santa Casa coloca em prática esses conceitos através do estímulo à equipe, que é multidisciplinar. “Todos precisam estar habilitados a perceber e aliviar o sofrimento do paciente”, pondera o diretor clínico, ressaltando que a humanização do atendimento é o caminho para a medicina bem sucedida.
Em seu entendimento, o contexto da humanização estimula também a compreensão do paciente. “Quando a equipe dá início à abordagem do paciente, ele começa a entender porque está ali e como vai se desenvolver o tratamento, o que envolve sentimentos em conjunto”, disse.
No ambiente hospitalar, mais que uma tendência, a prática da humanização é um diferencial; pois o conceito faz com que o paciente seja acolhido deforma a ter suas fragilidades compreendidas e suas necessidades assistidas da melhor maneira possível.
“Quando o profissional da saúde coloca isso em prática, ele está, na verdade, cuidando também de si mesmo, uma vez que a empatia e a harmonização proporcionadas pela prática da humanização refletem de maneira direta, influenciando também o bem estar psíquico e emocional do profissional que está ao lado do paciente durante o processo assistencial”, disse.
Médicos são recepcionados com café da manhã
A Santa Casa de Piracicaba promove homenagem especial aos componentes de seu Corpo Clínico, que serão recepcionados nesta segunda-feira, 19, com um café da manhã especial. A iniciativa partiu da Administração e da Pastoral da Saúde do Hospital, que também promoverão a afixação de mensagens nos setores, reforçando a importância e dedicação deste profissional.
“O médico é a figura que mais se identifica com o ambiente hospitalar e um dos profissionais mais importantes no sentido de promover a recuperação do paciente”, justificam a administradora Vanda Petean e Irmã Davina Bernardi, coordenadora da Pastoral da Saúde.
O hematologista André Gervatoski, diretor clínico da Santa Casa, lembra que cabe ao médico utilizar o saber específico, técnicas e abordagens apropriadas para promover a saúde e o bem-estar do indivíduo. “Por isso, em algumas sociedades, reverenciar o Dia do Médico é fundamental”, argumenta.
Segundo ele, o Hospital reúne 330 profissionais com atuação em 34 especialidades. Com 49 anos de casa, o gastroenterologista José Nilton de Oliveira, que ingressou no Corpo Clínico em 1º de janeiro de 1961, é considerado hoje o mais antigo componente da equipe. Do lado oposto, está o cirurgião geral Henrique Cesta, atualmente o mais novo integrante do Corpo Clínico.
Fonte: Assessoria de imprensa Santa Casa de Piracicaba