A Santa Casa de Piracicaba realiza, no dia 23 de outubro, às 19h30, na sede da APM/Piracicaba, um Simpósio sobre Violência Obstétrica, que terá como expositores e debatedores o delegado do CREMESP/ Regional Piracicaba, Wagner de Matos Rezende; o membro da Câmara Técnica de Saúde da Mulher do CREMESP,Temístocles Pie de Lima; a defensora pública do estado de São Paulo, Marcelli Delgado Gomes; e o juiz de direito e diretor do Fórum Piracicaba, Wander Rossette.
Realizado em parceria com a APM, CREMESP e IML Piracicaba, o evento pretende aprofundar as discussões sobre o tema “Violência Obstétrica: o direito materno e a responsabilidade médica”, questão bastante recorrente e que tem gerado dúvidas junto à comunidade médica e jurídica. “Isso por que o termo violência obstétrica é desconhecido por muitas pessoas, inclusive pelas vítimas desta prática”, disse Gervatoski, esclarecendo que a violência obstétrica é caracterizada pelo registro de gritos e piadinhas de médicos durante o parto, procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, falta de analgesia e até negligência médica.
“Como profissionais médicos, repudiamos veementemente a violência obstétrica e qualquer outro tipo de agressão ou truculência contra a mulher, ao feto ou ao recém nascido; pois temos como princípio e missão oferecer tratamento humanizado e de qualidade, zelando inclusive pela boa prática e pela reputação dos ginecologistas e obstetras, que têm postura ética e profissional elogiáveis”, disse Gervatoski.
Segundo ele, é essencial registrar que os ginecologistas e obstetras são orientados a sempre indicar as práticas médicas que comprovadamente ofereçam menos riscos para a mãe, feto e recém-nascido, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.
Na análise de Gervatoski, a violência obstétrica não pode ser aceita por ninguém e, neste contexto, os médicos precisam se unir às pacientes para combater todas as suas raízes, a exemplo inclusive da falta de políticas públicas adequadas, da existência de hospitais e maternidades sucateados e sem ferramentas essenciais ao parto.
Não podemos, entretanto, permitir que o tema violência obstétrica seja abordado de maneira superficial, colocando o obstetra / ginecologista sempre como algoz de uma situação cuja falta de aprofundamento pode se converter numa espécie injusta de violência contra o profissional médico”, disse o diretor clínico, ressaltando que, na sua grande maioria, os ginecologistas/obstetras são profissionais corretos que se dedicam dia e noite a suas pacientes, procurando sempre praticar a boa medicina.
Inscrições e informações: (19) 3433-0807/3434-7726 ou pelo e-mail drpba@cremesp.org.br
*Fonte: Santa Casa de Piracicaba