A última palestra do Congresso recebeu debatedores internacionais e nacionais na mesma mesa, para tratar dos desafios e oportunidades para as Santas Casas. Os participantes apresentaram as dificuldades do Setor, em cada país, e ofereceram soluções, com base nas experiências de cada local.
O secretário de Atenção à Saúde de Portugal, Augustinho Branquinho, ressaltou que é preciso capacitar os dirigentes, colaboradores e técnicos dos hospitais e que esta capacitação, em Portugal, é feita pela União das Misericórdias Portuguesas (UMP), e não pelo governo. De acordo com ele, o governo disponibiliza recursos para a realização deste treinamento, mas a parte técnica e de fiscalização é da UMP.
Branquinho também se surpreendeu com a existência das Frentes Parlamentares ligadas à Saúde e disse que o modelo deverá ser apresentado ao governo português, como uma ideia para a política local.
Já a diretora do Departamento de Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social em Saúde (DCEBAS), Cleusa Bernardo, que representou o ministério da Saúde na mesa, afirmou que o sistema de saúde brasileiro não tem como sobreviver hoje sem a rede filantrópica. Ela explicou que o Ministério tem dificuldades com o orçamento, que chega com destino próprio para cada recurso (rubricas), mas que é preciso equilibrar custeio e os demais custos. “Mas os recursos, ainda assim, não são suficientes”, disse.