A Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) inicia um novo ciclo institucional após a realização da 79ª Assembleia Geral Ordinária, em Brasília, que marcou a eleição da diretoria responsável pela condução da entidade no triênio 2026-2029.
Flaviano Feu Ventorim foi eleito presidente da CMB, e Dora Nunes como vice-presidente. A assembleia também definiu a nova composição do Conselho Fiscal, com a eleição dos membros titulares Samuel Peter Krause, Luciney Bohrer e Sebastião Correia dos Santos, além dos suplentes Marfiza Machado de Novaes, Edmilson Paranhos de Magalhães Filho e João Correia.
O encontro reuniu representantes de federações de todo o país e simbolizou mais um momento da trajetória institucional da CMB, que ao longo de décadas, consolidou-se como uma das principais vozes da filantropia hospitalar brasileira.
Nos últimos seis anos, sob a presidência de Mirocles Véras, período em que Flaviano atuou como vice-presidente, a Confederação enfrentou desafios relevantes, como a pandemia, e manteve sua atuação institucional na defesa das Santas Casas e hospitais filantrópicos.
Durante a assembleia, Mirocles destacou o espírito de cooperação que marcou a condução da entidade e manifestou confiança na nova diretoria.
“Entrego aqui, na certeza de que vocês darão sequência às ações que construímos juntos. Tenho a convicção de que vocês conseguirão fazer ainda mais do que fizemos até agora. Não é fácil, sabemos dos desafios, mas deixo aqui minha palavra de agradecimento e de confiança.”
A nova vice-presidente, Dora Nunes, ressaltou que assumir a função representa uma responsabilidade coletiva e reforçou a importância do diálogo permanente com as federações e instituições do setor.
“Hoje é um dia de muita honra, mas principalmente de muita responsabilidade. Não se trata de um cargo individual, mas de um mandato coletivo. Nosso trabalho será construir pontes, ampliar o diálogo e fortalecer as alianças já estabelecidas.”
Em sua fala, Dora também destacou o papel estratégico das instituições filantrópicas para o sistema público de saúde.
“A CMB hoje não é apenas uma instituição representativa. Ela é uma instituição política estratégica para o país. Representamos cerca de 50% do atendimento do SUS na média complexidade e, em alguns casos, ainda mais na alta complexidade.”
A presidente do Conselho Consultivo da CMB, Tereza, também se manifestou durante a assembleia e destacou o momento vivido pela instituição.
“Vivemos um tempo de travessia, não de despedida, mas de renovação de ciclo. Flaviano assume a presidência acolhendo essa missão com coragem e responsabilidade, abrindo espaço para novos horizontes ao lado de Dora.”
O novo presidente ressaltou que a atuação da entidade seguirá baseada na participação coletiva das federações e hospitais filantrópicos.
“Nós queremos uma gestão muito próxima das federações e dos hospitais. A CMB precisa continuar sendo a casa dos hospitais em Brasília, um braço avançado de todos que atuam na filantropia hospitalar.”
Em mensagem divulgada após a assembleia, o presidente destacou que a eleição da nova diretoria ocorreu de forma unificada entre as federações e reforçou o compromisso de manter – aberto – o diálogo com todo o setor.
“Ontem aqui na CMB nós tivemos a eleição da diretoria 2026-2029. Foi um processo em que as federações, de forma muito conjunta, escolheram a nova diretoria. O ano de 2026 é um ano político, um ano de muitos desafios e oportunidades, e queremos manter a CMB com as portas abertas para os hospitais filantrópicos de todo o país.”
Ao final do encontro, as manifestações reforçaram o sentimento de união institucional entre dirigentes, federações e hospitais filantrópicos.
O momento marcou não apenas a transição da diretoria, mas também a reafirmação do compromisso coletivo da Confederação com o fortalecimento da filantropia hospitalar brasileira e com a ampliação da assistência à saúde em todo o país.