Com participação das federações, encontro realizado entre os dias 4 e 6 de maio consolidou diretrizes para a execução estratégica da Confederação no setor filantrópico de saúde
A Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) concluiu, nesta quarta-feira (6), o início da construção do Planejamento Estratégico 2026-2029. Realizado entre os dias 4 e 6 de maio, o encontro reuniu federações de diferentes regiões do país para debater prioridades, analisar cenários e definir caminhos para o fortalecimento da atuação institucional da Confederação nos próximos anos.
Com facilitação da professora Ana Paula Pena Almeida, da Fundação Dom Cabral (FDC), o trabalho teve como foco o mapeamento estratégico da saúde filantrópica, a identificação de desafios comuns e a construção de diretrizes capazes de orientar decisões, projetos e ações da CMB.
A iniciativa reforça que o planejamento estratégico não se limita à definição de intenções. Trata-se de um instrumento de gestão que conecta missão, visão, objetivos, indicadores e execução, permitindo que a Confederação avance com mais clareza sobre onde está, para onde quer ir e como pretende chegar aos resultados esperados.
Para o presidente da CMB, Flaviano Feu Ventorim, o encontro foi dedicado ao alinhamento estratégico da Confederação, com foco na atuação conjunta entre a CMB e as federações: “Estivemos reunidos durante praticamente três dias fazendo um trabalho de planejamento estratégico da CMB, não do setor filantrópico, mas da CMB. Buscamos sustentabilidade para que possamos ajudar as federações e hospitais a continuar nessa jornada de entrega de saúde cada vez mais assertiva e de qualidade”, destacou.
Segundo ele, o planejamento deverá contribuir para alinhar as políticas da CMB às políticas públicas de saúde, mantendo a missão filantrópica de atendimento à população brasileira.
Flaviano também reforçou que, após o encontro, o desafio será transformar o planejamento em trabalho contínuo, integrado às políticas públicas e voltado à entrega de mais saúde à população brasileira: “Não vai faltar trabalho para todos nós, porque juntos vamos conseguir integrar o planejamento da CMB, as políticas de governo e de Estado, para entregar cada vez mais saúde para a população brasileira. Esse é o nosso papel, essa é a nossa missão”, afirmou.
A vice-presidente da CMB, Dora Nunes, também destacou o caráter coletivo da construção. Para ela, a nova gestão abriu um espaço essencial de diálogo ao convidar todas as federações para participar do Planejamento Estratégico do triênio 2026–2029: “Foi um momento extraordinário, com discussões bastante ricas. Foram debatidas desde a estruturação organizacional da CMB até as pautas políticas, da saúde nacional, dos nossos estados e do nosso setor”, afirmou.
Para Dora, a continuidade do trabalho dependerá da participação ativa das lideranças e da capacidade de transformar as discussões em ações concretas: “Agora, vamos ter que partir para a execução desse planejamento. Fica a nossa convocação para que todos os presidentes, todas as federações, todos os membros do Conselho de Administração, do Conselho Consultivo e todos os associados participem ativamente das ações desse planejamento estratégico”, destacou.
O encontro contou com a participação de Edson Rogatti (SP), Vanderli de Barros (RS), Vera Mantelmacher (ES), Irmã Neusa Lúcio Luiz (SC), Irani Ribeiro de Moura (GO), Cristóvão Rocha (RJ), Wellington Randall Arantes (MT), Vinícius Linhares (CE), Tereza Campos (PE), Kátia Rocha (MG), Cláudio Lopes (RN), além de Flaviano Feu Ventorim, presidente da CMB; Dora Nunes, vice-presidente da CMB (BA); Mário César Bernardes, diretor-geral da CMB; e Monaliza Santos, diretora administrativa da CMB.
Na avaliação de Edson Rogatti, presidente da FEHOSP, o processo é um marco para a CMB por envolver as federações na definição dos caminhos da atual gestão: “São ideias, são pessoas que têm conhecimento, cada uma no seu estado, mas todo mundo pensa na saúde do Brasil. Estamos discutindo pontos importantíssimos para que a atual diretoria tenha um planejamento direcionado de acordo com todas as federações”, afirmou.
Para Vanderli de Barros, presidente da Federação do Rio Grande do Sul, planejar estrategicamente um ecossistema como a CMB exige integrar dados, pessoas, processos e estratégias: “Planejar estrategicamente um ecossistema como a Confederação das Misericórdias é olhar para integrar dados, pessoas, processos e estratégias para construir a sustentabilidade dessa grande rede e entregar aos cidadãos brasileiros uma saúde de qualidade”, destacou.
A definição de diretrizes também foi ressaltada por Vera Mantelmacher, presidente da FEHOFES, que avaliou positivamente a condução do processo com apoio da Fundação Dom Cabral: “Tivemos momentos riquíssimos de planejamento e definição de diretrizes para que a CMB possa se fortalecer cada vez mais e contribuir com todos os hospitais do Estado brasileiro”, afirmou.
Segundo Irmã Neusa Lúcio Luiz, presidente da FHESC, o Planejamento Estratégico é um momento de debate sobre os rumos da CMB e de construção de ações voltadas ao fortalecimento e à sustentabilidade dos hospitais filantrópicos: “Estamos pensando o conjunto de ações que pode trazer o melhor para todos os nossos hospitais filantrópicos. O que queremos é atender da melhor maneira toda a população que precisa dos nossos serviços”, pontuou.
Outro aspecto relevante do planejamento é a necessidade de aprimorar fluxos de comunicação, articulação e relacionamento institucional. Para Irani Ribeiro de Moura, representando a Associação de Hospitais Filantrópicos de Goiás – AHFIG, o encontro permitiu ampliar a compreensão sobre o papel da CMB e identificar mudanças necessárias: “Estamos com várias federações, cada uma de uma região, articulando o melhor para a CMB. Várias mudanças precisam ser feitas para melhorar essa comunicação com os hospitais e também com outras instituições”, avaliou.
O presidente da FEHOSMT, Wellington Randall Arantes, destacou que a reavaliação estratégica da CMB pode gerar avanços para as instituições e para a relação do setor com o poder público: “Esse fortalecimento do setor traz mais condições para o atendimento da população. Hoje estamos começando a plantar uma nova semente para uma nova CMB e para um novo processo de desenvolvimento em nosso país”, afirmou.
Para Tereza Campos, representante da FEHOSPE, o Planejamento Estratégico marca uma etapa importante para consolidar a atuação da CMB e ampliar o reconhecimento da saúde filantrópica: “Planejar é fundamental para realizar com sucesso. Temos um papel essencial e uma relevância muito grande no Sistema Único de Saúde. Precisamos fazer valer essa importância que já demonstramos ter para a sociedade”, destacou.
A presidente da Federassantas, Kátia Rocha, reforçou que o planejamento permitiu discutir desafios estruturantes do setor e organizar ações de enfrentamento: “Paramos por alguns dias para discutir o rumo que queremos dar às nossas ações estruturantes. Temos muito a comemorar, mas também muito a superar. Planejar, organizar e disciplinar são passos fundamentais para executar cada vez melhor a defesa em prol do nosso SUS e das nossas instituições beneficentes”, afirmou.
Para Cláudio Fernandes Lopes, presidente da Federação dos Hospitais e Entidades Filantrópicas em Saúde do Rio Grande do Norte, o encontro permitiu compreender melhor o momento atual da CMB, suas dificuldades e perspectivas: “Levamos daqui que estamos unidos para que possamos, juntos, chegar às soluções, ou às possíveis soluções, para cada dificuldade enfrentada por cada membro das federações e por todas as federações junto com a CMB”, afirmou.
O presidente da FEMICE, Vinícius Linhares, destacou que a imersão reuniu representantes de praticamente todo o país e abordou temas relevantes para hospitais de diferentes portes: “Tratamos de vários assuntos, desde o menor hospital ao maior hospital, temas relevantes para todo o país. Definimos como vamos tratar isso no decorrer do ano, com a expectativa de melhorar ainda mais o cofinanciamento e as nossas práticas, chegando à ponta, a quem usa o serviço”, pontuou.
Para Cristóvão Carvalho Rocha, presidente da FEMERJ, o Planejamento Estratégico representa uma oportunidade de troca entre as federações e hospitais que compõem a CMB, com foco na construção de ações concretas para o futuro: “Foi uma grande oportunidade para os hospitais e federações trocarem ideias e planejarem o futuro. A partir de agora, esperamos ações concretas que nos levem a um melhor lugar, com maior respeito aos hospitais”, afirmou.
Além das contribuições das lideranças estaduais, o Planejamento Estratégico também envolve a organização interna da CMB, o acompanhamento de indicadores, a comunicação institucional e a capacidade de transformar prioridades em projetos executáveis.
O diretor-geral da CMB, Mário César Bernardes, afirmou que a iniciativa permite refletir sobre os avanços, oportunidades e caminhos da Confederação: “A iniciativa do presidente Flaviano nos traz a oportunidade de refletir, repensar e entender onde a CMB está ganhando e onde pode estar perdendo oportunidades. Acima de tudo, é um momento de construir com as nossas 19 federações uma forma de alinhar e integrar forças numa grande força representativa e estratégica em Brasília”, destacou.
Segundo Mário, a união das federações em torno de propósito, missão, objetivos e projetos é essencial para fortalecer a relação da CMB com o Parlamento, o Ministério da Saúde e demais atores estratégicos.
A diretora administrativa da CMB, Monaliza Santos, destacou que o encerramento do encontro representa uma etapa importante também para os colaboradores da Confederação: “Depois de três dias de discussão, foram construídas as próximas etapas. Em nome dos colaboradores da CMB, posso afirmar que esta é uma etapa muito importante, com um direcionamento necessário para a Confederação. Estamos ansiosos para a execução”, afirmou.
Ao longo dos três dias, as discussões abordaram temas como sustentabilidade financeira, fortalecimento institucional, governança, comunicação estratégica, inovação, transformação digital, relacionamento com o poder público, integração da rede e construção de indicadores compartilhados.
O processo também reforçou a necessidade de a CMB consolidar sua atuação como uma plataforma estratégica de articulação nacional, capaz de conectar diferentes realidades regionais em torno de prioridades comuns para a saúde filantrópica.
Com o Planejamento Estratégico da nova gestão, a CMB reafirma seu compromisso com uma atuação orientada por direção, método e execução. A construção segue de forma coletiva, com foco em fortalecer a Confederação, apoiar as federações e hospitais filantrópicos e ampliar o impacto do setor no Sistema Único de Saúde e na sociedade brasileira.