CAS aprova projeto que destina ao SUS 30% dos recursos das multas de trânsito

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (20) proposta que destina 30% da receita arrecadada com a cobrança de multas de trânsito ao Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria agora segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde terá decisão terminativa.

O texto aprovado é um substitutivo do senador Roberto Rocha (PSB-MA), lido por Lídice da Mata (PSB-BA), para duas propoições correlatas. O relator incorporou o teor do PLS 426/2012, de autoria de Eduardo Amorim (PSC-SE), que atribui ao Fundo Nacional de Saúde a gestão dos recursos provenientes das multas.

O projeto também altera a Lei Orgânica da Saúde (8.080/1990) para incluir entre os recursos considerados como outras fontes de financiamento do SUS a parte do valor arrecadado com multas de trânsito.

Para o relator, nada mais justo do que reverter parte da receita arrecadada com multas de trânsito para o SUS, a exemplo do que já ocorre com o seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (Dpvat), que destina 50% dos prêmios ao sistema, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito.

No entanto, observou, não deve haver na lei uma destinação específica para a aplicação desses recursos. O melhor uso deve ser deixado a cargo dos gestores do SUS, que conhecem as prioridades do setor. Por este motivo, foi rejeitado o teor do PLS 193/2011, que destinava 15% dos recursos de multas para atendimento, no SUS, às vítimas de acidentes de trânsito.

Vários senadores presentes à reunião elogiaram a proposta, como a senadora Marta Suplicy (sem partido-SP), que pretende relatar o projeto na CCJ. Paulo Paim (PT-RS) afirmou que os parlamentares devem destinar o maior número possível de verbas para a saúde, por isso a proposta vem a calhar. José Medeiros (PDT-MS) lembrou que a mortandade e as sequelas de acidentes de trânsito são gravíssimas, e isso tem um custo imenso que será em parte atendido pelos novos recursos.

Waldemir Moka (PMDB-MS) disse ainda que o sistema universal de saúde brasileiro é ótimo e precisa existir, mas é subfinanciado e deixa a desejar na estrutura para os atendimentos de média e alta complexidade. Mais recursos ajudarão a reverter esse quadro.

Já Marcelo Crivella (PRB-RJ) mencionou a derrota que a oposição impôs ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva ao acabar com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), retirando cerca de R$ 40 bilhões da saúde. Flexa Ribeiro (PSDB-PA) lembrou que esses recursos nunca representaram um ganho adicional de receita para a pasta, já que o Executivo os considerava nos repasses obrigatórios.

Fonte: Agência Senado

Últimas Notícias

Webinar de Treinamento em Cibersegurança do Programa CMB Protege apresenta diagnóstico nacional dos hospitais filantrópicos

Site oficial do 34º Congresso CMB já está disponível com todas as informações do evento

Lula assina medida provisória que autoriza uso do FGTS por entidades filantrópicas da saúde

Mirócles Véras acompanha evento no Hospital Santo Antônio – Obras Assistenciais Irmã Dulce com a presença do Presidente Lula

Eventos CMB

No data was found

Receba Novidades da CMB

Complete com seus dados e receba em primeira mão atualizações, evento, informativos e notícias no seu email e whatsapp.

Nome:
Email:
Instituição:
Celular:
Cargo:

Contatos CMB

Fone: +55 (61) 3321-9563

Email: cmb@cmb.org.br

Endereço: SCS Qd. 1, Bloco I, Ed. Central, Salas 1202/1207 Brasília/DF

Visite a CMB