Especialista alerta sobre os riscos e formas de prevenção da osteoporose

Dia Mundial da Osteoporose é celebrado em 20 de outubro

No Brasil, estima-se que cerca de 10 milhões — um em cada 17 brasileiros, possuam osteoporose, de acordo com dados da Fundação Internacional de Osteoporose. A doença, considerada silenciosa, atinge uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima de 50 anos no mundo e levantamentos apontam que 20% dos brasileiros correm o risco de desenvolver osteoporose nos próximos anos. O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, vem reafirmar a importância da manutenção da qualidade de vida como forma de prevenção e alerta para os riscos de fraturas, que atinge cerca de 2,4 milhões de brasileiros a cada ano em decorrência da doença.

“A osteoporose é uma doença osteometabólica, caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo com consequente aumento da fragilidade óssea e da susceptibilidade a fraturas”, informa o chefe do serviço de ortopedia do Hospital Santa Izabel, Flávio Robert Sant’ana. As mulheres pertencem ao grupo que mais sofrem com a doença, principalmente após a menopausa. “Isso acontece devido à baixa de estrogênio, o que resulta em maior secreção de IL-1, estrutura conhecida por estimular os osteoclastos, células que retiram o cálcio dos ossos, em contraposição aos osteoblastos, células formadoras de ossos”, explica. De acordo com estudos, as mulheres tem uma perda óssea de até 5% ao ano após a menopausa.

A doença também aparece na versão senil, que acomete principalmente homens em idade avançada. “A menor atividade física associada ao envelhecimento, imobilização ou paralisia eleva ainda mais o ritmo da perda óssea”, pontua o ortopedista. Entre as medidas utilizadas para diagnóstico está a realização do perfil hormonal após a entrada da mulher na menopausa, que analisa os marcadores de perda óssea, dosagem de cálcio e fósforo e ainda dosagem de vitamina D, acompanhado de uma densitometria, exame responsável por definir a massa óssea da paciente. “O exame analisa principalmente a região da coluna lombar e colo do fêmur, áreas mais suscetíveis às fraturas e, em alguns casos, o punho e o ombro”, informa Dr. Flávio.

As opções de medidas que devem ser adotadas após o diagnóstico inclui a prática regular de exercícios para redução do risco de fraturas. “A atividade física contribui de duas formas: uma, porque a força biomecânica que os músculos exercem sobre os ossos é capaz de aumentar a densidade mineral óssea e outra, porque a atividade física regular pode ajudar a prevenir as quedas que ocorrem, devido a alterações do equilíbrio e diminuição de força muscular e de resistência”, destaca o especialista.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMC) apontam que o número de fraturas de quadril devido à osteoporose deve crescer três vezes até 2050, alcançando a marca de 6,3 milhões de fraturas. “O custo do tratamento das fraturas osteoporóticas nestes idosos também assumiu proporções alarmantes. Ao analisarmos o dispêndio do Ministério da Saúde com o tratamento de osteoporose no Sistema Único de Saúde (SUS) no triênio 2008 – 2010, os 3.252.756 procedimentos realizados totalizaram R$ 288.986.335,15. Sendo 106 milhões de reais somente com pacientes com 80 anos ou mais”, relata o ortopedista.

Prevenção
Aliada a prática regular de atividades físicas, recomenda-se a ingestão diária de cálcio e obtenção de vitamina D através da exposição solar. A Organização Mundial da Saúde e a Fundação Internacional de Osteoporose indicam que haja um consumo de 1g (1000mg) de cálcio por dia. Os valores variam para crianças e gestantes: 500mg entre 1 e 3 anos, 800mg entre 4 e 8 anos, 1300mg entre os 9 e 18 anos e 1200mg para grávidas. “O consumo de cálcio de forma adequada durante a vida pode ser visto como uma forma de prevenção à osteoporose. Além do leite e seus derivados, a farinha de peixe é outra ótima fonte de cálcio”, salienta o Dr. Flávio.

O especialista destaca ainda a importância da vitamina D. “Ela influi não somente na absorção do cálcio e na saúde óssea, mas também no desempenho muscular, equilíbrio e risco de queda. Recomenda-se a ingestão diária de 800-1.000 UI de vitamina D para adultos com 50 anos ou mais. Com essa dose, alguns estudos mostraram redução de fraturas de quadril e não vertebrais, especialmente na população com risco aumentado de quedas, como idosos frágeis institucionalizados. A exposição solar da face, tronco e braços antes das 10 horas ou após as 16 horas por no mínimo 15 minutos, 2-4 vezes por semana, também é recomendada, salvo por contraindicação dermatológica”, pontua o ortopedista. Em alguns casos, é recomendado o consumo suplementar de cálcio e vitamina D para idosos já diagnosticados com a doença.

Sobre o Hospital Santa Izabel
Fundado em 1549, como Hospital da Caridade, o Hospital Santa Izabel, hoje instalado no bairro de Nazaré, caracteriza-se pelo atendimento nas mais diversas especialidades, com destaque nas áreas de Cardiologia (reconhecido como centro de alta complexidade pelo Ministério da Saúde), Oncologia, Ortopedia e Neurologia. O Santa Izabel tem Acreditação com Excelência emitida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) referente a três níveis: Segurança do Paciente, Gerenciamento de Risco e Rotina, e os indicadores de Qualidade e de Desempenho. O Hospital Santa Izabel é uma das instituições que integram a Santa Casa da Bahia. Na área de saúde, também fazem parte da Santa Casa a Unidade Álvaro Lemos e a Casa de Saúde Solange Fraga.

Fonte: Assessoria de imprensa Santa Casa da Bahia

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