Unidades de Curitiba dizem que precisam receber quase R$ 44 milhões.
Prefeitura diz ter se esforçado para arcar com pagamento e contesta valor.
Os hospitais Universitários Cajuru, Santa Casa, Pequeno Príncipe e Erasto Gaertner, em Curitiba, se queixaram nesta segunda-feira (3) do atraso de 18 dias do repasse dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). A transferência, no valor de quase R$ 44 milhões, deveria ter sido feita, via Executivo municipal, no dia 16 de outubro. Por meio de nota, os hospitais afirmam que o atraso implica, por exemplo, desabastecimento de itens básicos para a assistência dos pacientes.
A prefeitura afirmou que tem se esforçado para arcar, além dos pagamentos atuais do SUS, com dívidas de anos anteriores. O valor é contestado pela administração municipal, que argumentou que nestes R$ 44 milhões estão inclusos valores que ainda não venceram.
“Neste ano, a Secretaria [de Saúde] já repassou um total de R$ 634 milhões para a rede hospitalar e especializada em Curitiba, além de R$ 113 milhões referentes a dívidas de anos anteriores – as quais incluem R$ 13 milhões em dívidas pagas ao Cajuru e à Santa Casa e R$ 4 milhões ao Hospital Pequeno Príncipe”, destaca a prefeitura.
De acordo com os hospitais, o montante refere-se ao contrato fixo de prestação de serviços para o SUS. Sem este aporte, as instituições afirmam que a situação financeira das unidades se agrava, o que reflete no pagamento de fornecedores e funcionários. “A regularização dos pagamentos é fundamental para a manutenção regular dos serviços prestados pelos hospitais”, diz trecho da nota divulga pelos hospitais.
Eles citam também o sub financiamento do sistema como um dos motivos da crise financeira passada pelas instituições filantrópicas. Dados da Federação das Santas Casas de Misericórdias e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa) indica que há dez anos a defasagem no pagamento dos atendimentos do SUS as essas unidades chega a 60%. A cada R$ 100,00, R$ 60,00 são repassados pelo Sistema Único de Saúde. O restante é custeado pelas instituições. Em procedimentos de alta complexidade, afirma a Femipa, a defasagem pode chegar a 600%.
Fonte: Portal G1