Práticas de sucesso na maternidade Hilda Brandão

No ano do centenário da Maternidade Hilda Brandão SCBH – a se completar em 24 de junho – a unidade apresenta bons resultados nos últimos anos com as práticas assistenciais adotadas nos atendimentos às mães e seus bebês. Dos 3.910 partos realizados em 2015, por exemplo, apenas 1.260 foram cesarianas (32,22% do total). Em 2011, essa taxa era de 35,7%. O programa Rede Cegonha do Ministério da Saúde considera aceitável que a taxa de cesariana de materni¬dades seja de até 35%. No entanto, a meta pactuada com a Comissão Perinatal da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA) é de 30%. No Brasil, a taxa de cesariana geral – considerando as maternidades públicas e privadas – é de cerca de 50%.

Diversas medidas implementadas pelos profissionais que integram a equipe mul¬tidisciplinar da Maternidade Hilda Brandão SCBH colaboraram para a redução de 10% na taxa de cesariana nos últimos 4 anos, entre elas a presença de enfermei¬ras obstetras durante a assistência ao trabalho de parto de risco habitual e também das doulas, voluntárias que dão suporte emocional às pacientes e seus acompanhantes. Essas ações influenciam diretamente na satisfação das gestantes, reduzindo a duração trabalho de parto e as complicações maternas e fetais.

Segundo o chefe da Clínica Obstétrica da Santa Casa BH, dr. Sinval de Oliveira, além da presença das enfermeiras obstetras e das doulas, colaborou também para a diminuição da taxa a aplicação correta dos protocolos clínicos: “com a adoção desses protocolos – atualizados recentemente pela unidade – e o treinamento periódico da equipe multidisciplinar conseguimos identificar com mais agilidade os partos de alto risco e, consequentemente, aqueles que podem ser realizados via vaginal”.

A decisão de reduzir para 30% a taxa de cesariana, em 2011, foi acordada entre representantes da Maternidade Hilda Brandão SCBH e de outras 6 maternidades que atendem o SUS e a Comissão Perinatal da SMSA, formada por representantes de entidades governamentais, sociedade civil e associações de classe. Além dessa taxa, foram definidos outros 18 indicadores para mensurar a qualidade da assistência perinatal oferecida na Capital mineira.

De acordo com o coordenador médico da Obstetrícia da Maternidade Hilda Brandão SCBH e representante na comissão, dr. Francisco Lírio Ramos Filho, as cesarianas podem gerar complicações para a mãe e o bebê: “a gestante está mais suscetível a infecções e óbito. Já o bebê tem chances maiores de apresentar distúrbios respiratórios e risco de infecções, além da prematuridade iatrogênica, caso em que a cesariana é indicada sem necessidade e realizada antes do momento ideal”.

Quando o assunto são os benefícios do nascimento por parto vaginal, dr. Francisco Lírio Ramos Filho esclarece: “neste caso diminuem as chances de complicações fetais e há maior vínculo entre a parturiente/puérpera e o recém-nascido. O contato entre eles nesta primeira hora de vida – chamada de hora de ouro – aumenta a chance do aleitamento materno exclu¬sivo nos primeiros meses de vida”.

Na Maternidade Hilda Brandão SCBH, merece destaque também a diminuição de 20% na taxa de cesariana em primíparas (mulheres em primeiro parto), com gestação de mais de 32 semanas e com o bebê em apresentação cefálica (com a cabeça virada para baixo). A taxa, em 2011, era de 33,14%. Em 2015, reduziu para 26,4%. Outro indicador importante é o que mensura as condições de nascimento do bebê – conhecido como Apgar. A avaliação dá uma nota (de 0 a 10) às condições do recém-nascido no período de 1 a 5 minutos depois do parto. A taxa pactuada com a Comissão Perinatal da SMSA é que no máximo 1,5% dos bebês recebam nota menor que 7 no quinto minuto de vida. Na Maternidade Hilda Brandão SCBH, a taxa foi de 1,1% no ano de 2015.

Fonte: Assessoria de Comunicação Grupo Santa Casa BH

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