Projeto oferece assistência a maõs gestantes em prisão na Bahia

Iniciativa acontece no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador

A maternidade é um momento cheio de desafios e descobertas, e para mães que se encontram em situações adversas, os cuidados e atenção se intensificam. Três instituições de ensino superior de Salvador se uniram para colocar em prática o projeto “Ser mulher, estar grávida e em situação de prisão: difíceis caminhos”. A iniciativa tem como objetivo promover a educação e promoção da saúde das gestantes e mães que estão no sistema prisional.

Iniciado há três anos, o projeto consiste na realização de encontros mensais na penitenciária feminina do Complexo Penitenciário da Mata Escura, localizado no bairro de mesmo nome, na capital baiana. Nos encontros, são abordados temas relacionados à saúde e melhoria da qualidade de vida da gestante e do recém-nascido, como prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e HIV, modificações do organismo materno, cuidados no pós-parto, além de trabalho para melhoria da autoestima e consciência sobre os direitos das mulheres presas.

A iniciativa é resultado da cooperação do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), através do Núcleo de Pesquisa Interfaces e Saúde (NUPEIS), na qual alunos de enfermagem, psicologia e fisioterapia, acompanhados pelos docentes, conduzem os encontros e esclarecem as dúvidas das detentas. Tânia Bispo, professora do curso de enfermagem da Unijorge e coordenadora do projeto, garante que a proposta agora é, além de manter as ações com as presidiárias, ampliar a atuação para abranger também os filhos dessas mulheres, que são realocados para o Centro Nova Semente ao completarem seis meses.

Ela destaca que o resultado alcançado até o momento é positivo. “No Centro Nova Semente realizamos ações educativas junto às crianças e também com os cuidadores. E as atividades na penitenciária feminina têm sido muito proveitosas, tanto para o presídio e as detentas, que têm acesso às informações, quanto para o ambiente acadêmico, pois os estudantes de enfermagem têm a oportunidade de ampliar seu campo de atuação e vivenciar uma experiência diferente”, ressalta Tânia.

No segundo semestre de 2016 as atividades iniciaram com a oficina de shantala – massagem para bebês – para as mães, e segue durante todo o semestre, mensalmente. “Normalmente os encontros são realizados em referência a datas festivas, como o Outubro Rosa e o dia mundial de luta contra a AIDS”, informa a coordenadora. A iniciativa também está em consonância com os programas e políticas públicas do Ministério da Saúde, que incentivam o desenvolvimento de atividades de promoção da saúde de caráter interdisciplinar, tendo em vista as práticas e condutas humanísticas.

Fonte: Assessoria de imprensa Santa Casa da Bahia

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