Iniciativa busca requalificar o profissional da área ao mesmo tempo em que conscientiza parturientes sobre a importância da amamentação
Convicta de que a mãe deve trazer uma história positiva em relação à amamentação, manter-se aberta a mudanças e ter vontade e disponibilidade para amamentar, a Maternidade da Santa Casa de Piracicaba aproveitou o entusiasmo proporcionado pela Semana Mundial da Amamentação, realizada todos os anos de 1 a 7 de agosto em 120 países, para reforçar à beira leito o processo de orientação sobre a importância do aleitamento materno até que o bebê complete seis meses de vida.
De acordo com a coordenadora de enfermagem da Maternidade, Patrícia Cazzonatto, apesar de a Semana servir como parâmetro para capacitar profissionais de saúde por meio de palestras e seminários com o intuito de difundir a importância do aleitamento materno, este ano, a Santa Casa teve uma visão diferenciada.
“Desta vez, optamos por colocar em prática uma capacitação permanente à beira leito, fazendo com que a requalificação profissional da equipe ocorra na prática, diretamente no leito da parturiente”, justifica.
Ela explica que o trabalho da equipe começa ainda no Centro Obstétrico, logo após o nascimento do bebê. “Assim que nasce, o bebê é colocado no seio da mãe para que tenha o primeiro contato com o leite materno. Nesse momento, as enfermeiras estão ao lado da mãe para orientá-la sobre a maneira correta de estimular o bebê sugar o leite”, informa.
Cazzonatto lembra que, na Santa Casa, o profissional de saúde é treinado para conhecer e lidar com os problemas que podem decorrer da amamentação, capacitando-o a oferecer orientação segura para que mãe e bebê possam superá-los. “É um momento único, uma fase nova na vida da mulher em que ela precisa de atenção, carinho e paciência para que tudo corra da melhor maneira possível”, fala.
A enfermeira informa ainda que bebês alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida recebem a nutrição completa, com tudo o que é necessário para seu crescimento saudável e desenvolvimento neuromotor. “Além disso, a amamentação protege contra infecções respiratórias, diarreia e outras doenças potencialmente fatais, além de diminuir as chances de obesidade, diabetes e asma, na fase adulta”, explica.
Patrícia reforça ainda, que a amamentação também contribui para o desenvolvimento emocional do bebê, pois promove o vínculo emocional com a mãe, transmitindo-lhe segurança e carinho, de modo a facilitar, mais tarde, o seu relacionamento interpessoal e contribuir para o desenvolvimento psicomotor do bebê.
Mães aprovam iniciativa e aderem à amamentação
Mãe de cinco filhos, Ana Maria Silvestre dos Santos, 37, foi uma das parturientes que receberam, no leito, orientações sobre a importância do aleitamento materno até que o bebê complete seis meses de vida. Recentemente, ela deu à luz a Eduardo e disse que sempre amamentou seus filhos.
“Dos meus cinco filhos, o que menos mamou no peito é o mais tímido e o que menos se desenvolveu fisicamente. Sou a favor da amamentação e com o meu caçula não será diferente”, enfatiza. Ela recebeu todo apoio e informações da equipe de enfermagem da Maternidade da Santa Casa. “Faz tanto tempo que parece que é tudo a primeira vez”.
Estreante na missão de ser mãe, está Juliana Santos Garcia, 21. Poucas horas depois do nascimento da pequena Isadora, ela e o marido Ronaldo César Cardoso Carioca, 26, comemoravam o fato do bebê ter conseguido pegar o peito. “Estava nervosa, pois ela não estava conseguindo mamar, mas agora está tudo bem”, disse a mãe.
Se depender de apoio, Ronaldo será um grande incentivador para que Juliana amamente até dois anos ou mais. “Eu mamei além do recomendado e hoje sou um homem cheio de saúde. Vou apoiar e incentivar, pois quero ver minha filhar crescer forte e saudável”, salienta.
Fonte: Assessoria de Imprensa Santa Casa de Piracicaba